Angola continua a acompanhar com profunda preocupação a situação humanitária nas fronteiras entre o Chade, Sudão do Sul e Etiópia, bem como os riscos para a segurança do Mar Vermelho.
O posicionamento foi tomado, esta quinta-feira, em Adis Abeba, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, na Reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a situação no Sudão e na Somália.
Na ocasião, o Chefe da Diplomacia angolana referiu que os riscos naquela região configuram uma ameaça directa à paz e segurança continentais no quadro da Arquitectura Africana de Paz e Segurança.
O ministro das Relações Exteriores estimou, igualmente, que naquela região cerca de 21 milhões de pessoas necessitam de assistência urgente, com níveis catastróficos de insegurança alimentar no Darfur do Norte e que persistem graves violações dos direitos humanos e do Direito Internacional Humanitário agravadas pelo uso crescente de meios bélicos avançados com impacto devastador sobre civis.
Por isso vincou que Angola condena veementemente todos os apoios externos, militares, financeiros ou logísticos que alimentam o conflito.