• Estratégia de protecção de águas teve um grau positivo no Sul do país


    O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, considerou 2025 um ano positivo ao nível do grau de cumprimento da estratégia de protecção de áreas de recarga de águas subterrâneas e superficiais, principalmente na região Sul do país.
    Ao falar em conferência de imprensa, à saída da 1ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Águas (CNA), orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, o ministro João Baptista Borges acrescentou, ainda, que o ano de 2025 foi assinalável, também, no combate ao garimbo de água na província de Luanda.

    Anunciou que a construção do Centro de Tratamento de Água do Bita se encontra em fase de conclusão, sendo uma das grandes obras que vão reverter o actual quadro de fornecimento de água potável na capital do país.

    Além do Centro do Bita, o ministro da Energia e Águas fez referência, também, ao projecto Quilonga Grande, que se encontra em construção no município de Bom Jesus, um sistema através do qual se prevê duplicar a oferta de água nas províncias de Luanda e do Icolo e Bengo.

    Além destes dois grandes sistemas, sublinhou o titular da pasta da Energia e Águas, estão em construção mais três pequenas estações compactas, para reforçar o sistema, sendo duas na Centralidade do Kilamba e uma no Zango.

    Na perspectiva do ministro João Baptista Borges, todos esses projectos visam aumentar, consideravelmente, a oferta de água potável em Luanda e no Icolo e Bengo, bem como “reduzir, drasticamente, o comércio informal de água”.

    Acrescentou que os camiões-cisternas, além de terem, na maior parte dos casos, água sem qualidade certificada, os seus proprietários praticam preços "muito altos", sobretudo nas populações que vivem nas áreas periféricas e nos condomínios.

    Águas subterrâneas
    João Baptista Borges informou, também, que foi apresentado, pelo Ministério, um levantamento sobre o potencial de águas subterrâneas na fronteira com a Namíbia, precisamente nas províncias do Sul do país, nomeadamente Cuando, Cubango, Huíla e Cunene.

    Segundo o ministro da Energia e Águas, a parte Sul do país possui um dos maiores aquíferos da região, que poderá ser importante na contribuição para o programa de acesso à água pelas populações locais, bem como no combate aos efeitos da seca cíclica.

    A estratégia da protecção de áreas de recarga e zonas de vulnerabilidade de águas subterrâneas e superficiais no país, ressaltou, é uma medida do Executivo, que tem por objectivo promover o bem-estar, quer das gerações presentes, como das futuras.

    Com um orçamento avaliado em 260 milhões de kwanzas, que vai sobretudo atender acções ligadas à deslocação das equipas técnicas, avançou João Baptista Borges, a estratégia em torno da preservação dos recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, são de capital importância para promover o acesso das populações à água. Da Estratégia do Plano Nacional de Águas, continuou, da constam o abastecimento humano, industrial, irrigação de campos agrícolas e de pastagem de gado, bem como para o programa de combate à seca.

    Preservação das nascentes dos principais rios nacionais
    Os membros do Conselho Nacional de Águas, frisou o ministro João Baptista Borges, foram, igualmente, informados sobre os desafios ainda existentes, no que diz respeito à protecção das nascentes dos principais rios do país.

    Foram informados, também, sobre a reabilitação da via de acesso da Vila da Muxima à localidade de Caxarandanda, na província do Icolo e Bengo, bem como da protecção das fontes de água das "Terras altas de Angola".

    Segundo João Baptista Borges, a protecção dos lugares onde nascem os rios é uma actividade primordial do Executivo para dar resposta às "práticas maléficas" por parte de "garimpeiros", que actuam nestes locais, ao ponto de pôr em risco o futuro dos recursos hídricos do país e de toda a região.

    Para esse caso, continuou, é preciso uma actuação mais efectiva, no sentido de preservar as nascentes. Assegurou que esse plano estratégico já está a ser elaborado e consta na proposta do orçamento para a elaboração do plano de actividades de 2026.

    Ainda para o ano em curso, frisou o ministro da Energia e Águas, os membros da 1ª. Sessão Ordinária do CNA recomendaram primazia na atribuição estratégica à consolidação do nível de organização e funcionamento dos perímetros irrigados e canais de rega.

    Luanda acolhe Congresso Internacional sobre a Água

    O ministro João Baptista Borges adiantou que o país pretende organizar, em Setembro, um Congresso Internacional sobre a Água, em alinhamento com a União Africana, que decretou 2026 como o Ano da Água.

    Na visão do ministro da Energia e Águas, Angola quer apresentar tudo o que tem feito em prol da boa utilização e da preservação dos recursos hídricos, quer superficiais, quer subterrâneos, bem como para a divulgação das acções no quadro do combate aos efeitos das alterações climáticas e da seca no Sul do país.

    Reposição da energia em zonas vandalizadas está para muito breve
    No que diz respeito ao fornecimento de energia a algumas zonas de Luanda e Icolo e Bengo, interrompida no fim-de-semana, o ministro sossegou os moradores das localidades afectadas, informando que os técnicos estão “a trabalhar noite e dia para repor a situação dentro de 48 ou 72 horas”.

    "As equipas estão fortemente engajadas, para, o mais rapidamente possível, concluir as operações", afirmou João Baptista Borges, que pediu calma às famílias afectadas, sublinhando que o país tem mais de cinco mil quilómetros de linhas eléctricas, o que torna “difícil garantir protecção por meio de sistemas de videovigilância”.

    CNA articula gestão de recursos hídricos
    Coordenado pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, o Conselho Nacional de Águas (CNA) é um órgão permanente consultivo do Titular do Poder Executivo, que faz a articulação entre os diferentes departamentos ministeriais ligados ao planeamento, gestão e utilização dos recursos hídricos, no contexto das bacias hidrográficas quer nacionais, quer compartilhadas pelo Estado angolano.