• Instituições financeiras da SADC projectam criação de banco


    As instituições financeiras de desenvolvimento da região da SADC pretendem criar um banco regional com uma capitalização inicial de 2,5 biliões de dólares, para superar a escassez de capital e impulsionar a integração económica.

    O facto foi revelado pelo presidente da comissão executiva do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), João Quintas, à saída de reunião que o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, manteve esta quarta-feira, em Luanda, com as chefias executivas das instituições financeiras de desenvolvimento da SADC.

    O encontro com José de Lima Massano ocorreu à margem do Fórum de Directores das Instituições Financeiras de Desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre de 09 a 13 do corrente mês, em Luanda.

    João Quintas reconheceu que as instituições financeiras de desenvolvimento ainda enfrentam problemas de capital, realidade que reforça a necessidade de criação de uma plataforma comum de angariação de fundos.

    Reconheceu a necessidade de integração regional, de modo a permitir que cada instituição financeira possa financiar projectos fora do seu país de origem.

    Durante o encontro, o ministro de Estado e os directores executivos abordaram questões ligadas ao fórum, a decorrer sob o lema “O Desbloqueio do futuro de África: o papel das Instituições Financeiras de Desenvolvimento para a Integração Regional e o crescimento sustentável.

    O evento reúne decisores e especialistas para debater temas ligados ao financiamento de projectos estruturantes, integração de mercados, sustentabilidade económica e desenvolvimento de infra-estruturas para a integração regional, promovendo a partilha de boas práticas e alinhamento institucional entre os países membros da SADC.

    O fórum é organizado pelo Centro de Recursos Financeiros para o Desenvolvimento da SADC, em parceria com o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), visando reforçar a importância da cooperação regional e o intercâmbio de experiências entre instituições congéneres, num contexto em que os desafios económicos e sociais globais exigem respostas coordenadas, instrumentos financeiros adequados e visão de longo prazo.